Nulidade de Algibeira

📂 Letra N 🗓 27 de outubro de 2024 ✏️ Atualizado em 30 de outubro de 2026
Definição rápida

Nulidade de Algibeira Nulidade de algibeira é a estratégia, rejeitada pelos tribunais, de a parte guardar uma nulidade que conhece para alegá-la apenas no momento mais conveniente, geralmente depois de um resultado desfavorável.

Em resumo

  • O que é: nulidade guardada no bolso para uso estratégico
  • Origem: algibeira significa bolso
  • Tratamento: repelida pela jurisprudência
  • Fundamento: boa-fé processual
  • Base legal: arts. 5º e 278 do Código de Processo Civil

O que é nulidade de algibeira?

A expressão foi consagrada pelo STJ para descrever a conduta de quem percebe um vício no processo e fica em silêncio, esperando para ver o resultado. Se perder, alega a nulidade; se ganhar, não diz nada.

Essa prática viola a boa-fé processual. O CPC determina que a nulidade seja alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão.

Consequências

  • a nulidade não é reconhecida;
  • a parte pode ser considerada litigante de má-fé;
  • o processo segue normalmente.

Exemplo prático

Um réu sabe desde o início que uma intimação foi feita em nome de advogado errado, mas nada diz. Só depois de perder a causa alega a nulidade. O tribunal rejeita o pedido, aplicando o entendimento sobre nulidade de algibeira.

Base legal

Fonte: legislação federal no portal oficial Planalto.gov.br.

Perguntas frequentes

Nulidades absolutas também se sujeitam a essa regra?

A jurisprudência tem aplicado a vedação inclusive a vícios graves quando a parte, sabendo deles, deixa de alegá-los estrategicamente.

O juiz pode reconhecer a nulidade de ofício?

Nas nulidades que o juiz deve conhecer de ofício, sim, mas a conduta da parte pode ser considerada para fins de má-fé.

Como citar este verbete

GLOSSÁRIO JURÍDICO. NULIDADE DE ALGIBEIRA. Disponível em: https://glossariojuridico.com.br/glossario/nulidade-de-algibeira/. Acesso em: 2 nov. 2026.

Verbete atualizado em 30 de outubro de 2026. O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um advogado.

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Revisado por Daniel S. Martins Neto.

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