Nulidade de Algibeira Nulidade de algibeira é a estratégia, rejeitada pelos tribunais, de a parte guardar uma nulidade que conhece para alegá-la apenas no momento mais conveniente, geralmente depois de um resultado desfavorável.
Em resumo
A expressão foi consagrada pelo STJ para descrever a conduta de quem percebe um vício no processo e fica em silêncio, esperando para ver o resultado. Se perder, alega a nulidade; se ganhar, não diz nada.
Essa prática viola a boa-fé processual. O CPC determina que a nulidade seja alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão.
Exemplo prático
Um réu sabe desde o início que uma intimação foi feita em nome de advogado errado, mas nada diz. Só depois de perder a causa alega a nulidade. O tribunal rejeita o pedido, aplicando o entendimento sobre nulidade de algibeira.
Base legal
Fonte: legislação federal no portal oficial Planalto.gov.br.
A jurisprudência tem aplicado a vedação inclusive a vícios graves quando a parte, sabendo deles, deixa de alegá-los estrategicamente.
Nas nulidades que o juiz deve conhecer de ofício, sim, mas a conduta da parte pode ser considerada para fins de má-fé.
GLOSSÁRIO JURÍDICO. NULIDADE DE ALGIBEIRA. Disponível em: https://glossariojuridico.com.br/glossario/nulidade-de-algibeira/. Acesso em: 2 nov. 2026.
Verbete atualizado em 30 de outubro de 2026. O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um advogado.